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Bruninho e Davi resgatam era de ouro do sertanejo universitário com ‘Faz Justiça’


Música da dupla traz de volta o mesmo guarda de ‘Dormi na Praça’, sucesso de Bruno e Marrone que estourou no começo dos anos 2000

DivulgaçãoA dupla sertaneja Bruno e Marrone lançou “Faz Justiça” na última quinta-feira

Se o romantismo de Bruno e Marrone implorava “seu guarda seja meu amigo, me bata, me prenda, faça tudo comigo, mas não me deixe ficar sem ela” na música “Dormi na Praça”, a nova canção de Bruninho e Davi, “Faz Justiça”, também faz uma súplica ao mesmo personagem no refrão “seu guarda, isso não é crime não, é só recaída. Faz justiça e prende ela na minha vida”. A faixa, lançada na quinta-feira, 5, em parceria com Gustavo Mioto, é primeiro single do álbum “Violada na Varanda”. Davi explica que, mesmo não tendo escrito a letra, a dupla sentiu uma conexão com a canção. “A gente recebeu essa música já há um bom tempo, mas, independentemente de ser nossa ou não, tem sempre que se identificar com a música. Quando eu ouvi pela primeira vez, eu gostei muito da história e do arranjo dela, que é uma moda. Eu acho que estava faltando bastante esse estilo no mercado, e aí eu joguei na roda, falei ‘Bruninho, vamos gravar’, e ele disse: ‘Eu acho que essa aí é a moda para gravar com o Gustavo’. Na hora a gente ouviu a voz dele e já gostamos muito”.

Amigos de longa data, a parceria com Mioto fluiu de forma natural. Era um desejo da dupla transformar a sintonia pessoal em algo musical. “A gente sempre teve a ideia de gravar junto, a gente é muito amigo, mas sempre esperou a música certa e a hora certa e aí encaixou todas essas frentes. A música se comunica com a gente”, afirmou Bruninho. Quem se identifica com uma canção sobre loucuras de amor cometeu as suas e, para a Jovem Pan, a dupla respondeu qual foi a maior delas em um momento de recaída. Para Davi, foi escrever canções, mas Bruninho foi além: “Eu escrevi música e participei de um festival com a música e ganhei como melhor arranjo dedicando pra ela, que estava na plateia”.

O evento “Violada”

A Violada começou com uma série de eventos que a dupla promovia em diversas cidades do país na era pré-pandemia de Covid-19. A ideia veio de uma vontade de querer se divertir e tocar músicas sem a limitação do tempo de um show convencional, que dura apenas 1h30. A “resenha”, como eles chamam, costumava durar mais de quatro horas e ocorria sempre aos domingos. O repertório dos shows se baseia no movimento do sertanejo universitário do começo da década de 2010. 

“Nós somos um autopúblico alvo. A gente faz coisas que gostaria de estar ali assistindo e vivendo, então a gente vive junto. Foi o que eu falei, começou sendo uma resenha, então a gente acaba ali fazendo uma parada com que se diverte muito. A gente une o útil ao agradável, porque está trabalhando e se divertindo em um domingo, porque as Violadas são sempre aos domingos. Acaba sendo o nosso domingo feliz”, explicou Bruninho, que não vivencia este “domingo feliz” desde a última Violada ao vivo, ocorrida em janeiro de 2020.  O repertório do evento, que foi a base da inspiração para o álbum, recorre à “era de ouro” do sertanejo universitário, que, de acordo com Davi, ocorreu entre 2005 e 2013, quando o movimento apresentou uma crescente, saiu do interior e invadiu as grandes metrópoles. Essa era, porém, passou. O sertanejo universitário continua fazendo grande sucesso na mídia, mas não tem o mesmo alcance década passada.

“Poderia dizer que a era de ouro continua, mas o gráfico todo caiu assim como o gráfico do país caiu de 2017 para cá. Eu lembro que, em 2016, as feiras tinham duas semanas de festa, mas, de 17 para 18, só foram diminuindo os dias de show porque o dinheiro foi sumindo da mão do povo, foi mudando todo o cenário, mas é isso, a gente tem que se adaptar, né. Hoje em dia, os eventos com menos pessoas vão dar mais certo do que aqueles enormes que a gente via de 2008 a 2017, com 30 a 50 mil pessoas todo o final de semana em todo o lugar com ingressos caros”, afirmou Bruninho. “Por isso que todos esses indicadores, econômicos, sociais, interferem no movimento. Qualquer movimento musical, sei lá, da época do rock, vamos falar de Legião Urbana, Capital Inicial, tudo o que vem de fora, como política, economia, qualquer coisa, interfere no movimento”, complementou Davi. É este o movimento que eles decidiram homenagear com “Violada na Varanda”. O projeto, gravado no Parque Estaiada, em São Paulo, ainda conta com mais cinco canções inéditas e duas regravações. Além da parceria com Mioto, as duplas Clayton e Romário e Marco Antônio e Gabriel também estão presentes no álbum.





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